terça-feira, 29 de maio de 2012

POLÍTICA...NÃO DÁ PRA RECLAMAR!



         O que é política exatamente?  De acordo com nosso Wikipédia, Política denomina arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados. Nos regimes democráticos, a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância.

       A palavra tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas "polis", nome do qual se derivaram palavras como "politiké" (política em geral) e "politikós" (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos), que estenderam-se ao latim "politicus" e chegaram às línguas européias modernas através do francês "politique" que, em 1265 d.c. já era definida nesse idioma como "ciência do governo dos Estados.

        O senado romano é a mais remota assembléia política da Roma antiga, com origem nos Conselho de Anciãos da Antiguidade Oriental (surgidos após o ano 4000 a.C.). Daí a origem de seu nome, de senex, "velho", "idoso". Era uma assembleia de notáveis - o conselho dos patres (pais) ou chefes das famílias patriciais - que provinha já dos tempos da monarquia romana

        Rigorosamente hierarquizado, constituía, sob a república , a magistratura suprema, que foi mantida sob o império, mas com poderes bem diminuídos, passando a ser quase como a "oposição republicana", sendo os seus titulares muitas vezes alvos a abater ou a enviar para o exilio por parte de imperadores mais hostis à instituição.
          
        Durante a monarquia ou realeza, o senado ou conselho dos anciãos era o conselho dos reis, sendo os seus membros - cuja escolha possivelmente se fazia pelos reis, entre o chefe das diferentes gentes - denominados senatores ou patres (pais), cujo número a princípio era de 100, e, no final do período real, ascendeu a 300. O senado, que era convocado pelo rei, estava em posição de subordinação diante dele. Quanto a sua competência:
Com relação ao rei, era consultiva (este, nos casos mais importantes, devia consultá-lo, embora não estivesse obrigado a seguir o conselho);

       Ok, porque eu contei antes essa historinha? Para deixar bem claro que política é feita da mesma forma que se conhece hoje por pelo menos 6.000 anos. Estão rindo? É isso mesmo...6.000 anos.

    Percebe-se que o legislativo (senado) era absolutamente subserviente ao executivo (imperador / rei), e a oposição não chegava a lugar algum a não ser ao exilio - com muita sorte e benevolência - ou simplesmente era abatida como um pato em plena temporada de caça.

       Tempos modernos, e o povo continua bradando contra os políticos mas, esquecendo-se de que ele cidadão, é o maior diferencial na formação das assembléias políticas. 

      Mas, o que percebo na realidade, é que o povo apenas se preocupa com a dor de barriga de momento. É o efeito IMOSEC - segura mas não cura. Sabem porque da afirmação? Vamos tomar como base nossa cidade (Rio de Janeiro). Apesar de todas as reclamações e execração aos políticos locais, sabem qual foi o índice de renovação na Câmara de Vereadores na eleição passada? 40%. Menos da metade! Isso sem considerar que 8 (oito) dos 51 vereadores, nem participaram do pleito pois saíram antes para alçarem vôos mais altos - se tornaram deputados. Fato que diminui sensivelmente o índice. 

       Conclusão, fica evidenciado a verdade dos fatos de maneira bem clara:

  • Não existe o hábito de se trocar o velho pelo novo. O povo não arrisca a trocar um nome conhecido por um novato sem experiência comprovada.

  • O povo vota por amizade. Ser amigo do rei é quase tão importante do que ser o próprio rei. Conhecer o parlamentar atribui status! E o amigo acha que sempre levará vantagem   em seus pleitos pela suposta facilidade de acesso. (SANTA IGNORÂNCIA!)

  • O povo quer ser atendido em suas necessidades pessoais. O tijolo para construir seu puxadinho é muito mais importante do que a rede de esgoto que beneficiará ele e mais "trocentos" vizinhos. (NÃO VAMOS NOS ESQUECER DAS DENTADURAS!)

  • O povo gosta de votar em quem bate melhor - efeito UFC. Geralmente o candidato que melhor critica seu oponente, é muito mais eficaz do que aquele que apresenta melhores projetos. A "porrada" ainda tem um efeito impressionante junto ao eleitor. (ÊTA TRUCULÊNCIA JURÁSSICA!)
       É isso aí gente, quem discordar que atire a primeira pedra ou continue reclamando por mais 4 anos! VIVA O BRASIL!





              

         

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